Hoje, Luiz Gonzaga completaria 99 anos. Espero que o próximo ano seja de devidas comemorações de seu centenário.
No começo da minha adolescência, quando ainda morava em uma pequena cidade do Mato Grosso do Sul – perdida no Planalto Central, fui com minha mãe ver a apresentação de um grupo de artes cujo tema era o nordeste. Desde que vi aquele sensacional espetáculo, idealizado pelo vanguardista Fernandes Ferreira, me apaixonei perdidamente pela cultura nordestina. Seu clima, seu povo, sua arte, poetas e cancioneiros.
Mal sabia eu que, tempos depois daquela noite, estreitaria ainda mais minha relação com aquela terra. Não foram poucas as vezes que lá estive, e nem poucos os “amigos que lá deixei”, como diria o aniversariante.
Seja na menina que só pensa em namorar, na sina cruel do assum preto, na sedenta asa branca que abandonou o sertão ou no viajante que tem por missão andar por esse país na esperança de um dia descansar feliz, Luiz Gonzaga retrata com maestria a cultura do sertanejo. Embala com seu ritmo e, por vezes, fere a alma com a realidade de sua poesia.
Minha meta para homenagear o Rei do Baião é um dia conseguir dançar sua música, sem que minha parceira desenvolva uma trombose em virtude dos pisões que levará. Queira Deus que eu a alcance.
Para o meu nordeste querido, “saudade o meu remédio é cantar”…
Caramba….muito bem escrito… e eu não sabia nada deste efeito todo do Aquarela Nordestina..
muito bem cabra bom!!!