A euforia do começo de ano está a solta. Todos relembrando o tempo que se encerra, e fazendo aquela listinha de “metas”, “promessas” e o que quer que seja para o próximo ano. Aquela lista, que geralmente na terceira semana de janeiro já não se tem mais notícias.
Mas tenho me impressionado com o esquecimento das pessoas. Não é apenas o ano que se encerra, e sim a década! Famosa década, ansiada, idealizada e maximizada por nossos antepassados. Mal sabiam eles que, como disse Belchior, “ainda somos os mesmo e vivemos”. Mas, trazendo a história um pouco mais pra perto quero relembrar aqui, com vocês, a minha década.
Sem dúvidas a mais importante em meus minguados 20 anos.
E como passou rápido!
Lembro-me como se fosse hoje. A expectativa do bug do milênio aterrorizava a todos. E por falar em milênio, que honra poder participar da troca de um deles. O bug não veio, já o novo ano, a nova década e o novo milênio vieram, com tudo. Eu era só empolgação naquele reveillon em Presidente Epitácio – SP, na casa da tia Marli.
E assim começou aquela nova era em minha vida. Comecei os anos dois mil com 10 anos, um pré adolescente. Saio com 20. Talvez, um pós adolescente ou um pré homem. Mas já evolui. Nos anos dois mil eu morei em cinco cidade diferentes. Comecei em Bataguassu, uma cidadezinha de 14 mil habitantes perdida no meio do Planalto Central, e termino em São Paulo, a terceira maior cidade do mundo. Comecei magrinho, daí engordei, engordei e engordei denovo. Depois emagreci e emagreci. Daí até que fiquei fortinho, e termino gordo outra vez. Na esperança da próxima segunda-feira chegar para tomar uma atitude. Nem tudo são flores!
Comecei os anos dois mil achando que seria médico, saio cogitando a hipótese de ser um jornalista. Era o caçula invicto, agora fui destronado, justamente, por três adoráveis sobrinhos pirralhos que são as minhas pequenas majestades também. Achava que o Brasil era o país do futuro, isso não mudou! Descobri que o mais aterrorizador não é o escuro, o bicho papão ou a morte, e sim as responsabilidades. E, finalmente, concluí que conclusões geralmente não conluem nada.
Que venha a década de 10! Talvez nesta década eu venha ser um profissional de sucesso, talvez me case, talvez tenha filhos, talvez viaje o mundo, talvez seja possível visitar o espaço, talvez eu seja arrebatado, talvez ao invés de jornalista eu vire um hippie, talvez eu simplesmente deixe de existir, muito provavelmente eu venha a cometer erros, muito provavelmente eu venha a cometer acertos. Sem conclusões!


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Nunca tinha comentado um blog antes… Mas confesso que sua forma de expressão através da escrita me chamou a atenção!
Deu pra sentir que não é apenas técnica.. tem talento!
Parabéns! =)
João, vc tem o dom!
muito talento!
saudades
João, cada dia que eu vejo, leio, detecto suas idéias, acredito mais no seu sucesso! Cara vc é muito bom no que faz! tenho orgulho de vc!! Te adoro bolha! vem me visitar!
Beijoss
Ei,
como é que faz para add alguém no orkut, quando a configuração te solicita o e-mail da pessoa? ;]
Sem sombra de dúvidas, excelente o artigo, continue com o bom trabalho.
Ainda lembro do adolescente que tirava meu tenis na escola e colocava em cima do telhado só pq eu não alcançava! E lá ia eu pulando com a meia branca como um saci!
Saudades de vc!
Já nas redaçoes da escola já dava pra ver que tinha talento!